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Adolfo Casais Monteiro
Nasceu a 1908
(Porto, Portugal)

Morreu em 1972

Adolfo Vítor Casais Monteiro foi um poeta, crítico e novelista português.
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Escritor português, natural do Porto, mas naturalizado brasileiro, em 1954. Estudou Ciências Histórico-Filosóficas no Porto, formando-se em 1933. No ano seguinte, assumiu a direcção da revista Presença, após a demissão de Branquinho da Fonseca. Professor do ensino liceal, foi demitido por motivos políticos e, em 1954, fixou-se no Brasil. Foi professor universitário no Rio de Janeiro e em São Paulo, leccionando literatura. Como poeta, Adolfo Casais Monteiro deu mostras de uma inquietação e angústia extremamente pessoais (que se aproximam por vezes do desespero), em obras como Confusão (1929, a sua estreia) e Noite Aberta aos Quatro Ventos (1943). A sua obra poética deu alguma continuidade ao primeiro modernismo português, recusando os moldes da versificação tradicional. Muita da sua poesia reflecte preocupações específicas com o momento histórico, nomeadamente durante a II Guerra Mundial, e com as contradições e tensões da vida humana no mundo. Destacou-se, sobretudo como ensaísta, de forma mais intensa após a sua ida para o Brasil, deixando contributos importantes para o estudo de Fernando Pessoa e do grupo da Presença. Publicou, em poesia, Canto da Nossa Agonia (1942), Versos (1944), Europa (1946), Voo Sem Pássaro Dentro (1954) e Poesias Completas (1969). No campo do ensaio, escreveu De Pés Fincados na Terra (1940), Estudos Sobre a Poesia de Fernando Pessoa (1958), A Poesia da «Presença» (1959), O Romance (1964), A Palavra Essencial (1965), A Poesia Portuguesa Contemporânea (1977), Estrutura e Autenticidade na Teoria e na Crítica Literárias (1984) e O Que Foi e O Que Não Foi o Movimento da «Presença» (1995), entre outras obras.