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Quem está em casa?

Certo dia, quando Joana encontrava-se em casa, um jovem bateu em sua porta e se identificou como Amor. Eloquente, ele discorreu um pouco sobre a sua vida e seus sonhos, mas, não falou qual era o objetivo de sua visita.

Entretanto, Joana o questionou:
- Tudo bem que você é o Amor, mas, afinal, o que você quer de mim?

Amor rapidamente respondeu:
- Eu posso te explicar melhor a minha visita. Na verdade, quero te contar sobre tudo que posso fazer por você. Apenas, deixe-me entrar.

Joana estava relutante, ao mesmo tempo em que se questionava sobre quem era esse jovem com tantos projetos e um olhar que não parava de brilhar. Curiosa, ela permitiu sua entrada, entretanto, destacou que ele precisava ser rápido.

O jovem Amor sentou-se em uma das cadeiras da cozinha e contou tudo que pôde de sua vida para Joana. Conversou sobre seus feitos, afetos e desafetos. Demonstrou toda sua experiência, apesar de jovem, e disse para Joana palavras tão doces e bonitas, que a deixou tocada sobre tudo o que ouviu. Amor era encantador, ele tinha um típico ar aventureiro. A percepção era de que, a qualquer momento, ele poderia pegar a sua mochila e seguir para um lado totalmente contrário do mundo.

A conversa que deveria ser rápida, iniciou-se pela manhã e seguiu até o anoitecer. Em apenas um dia com Amor, Joana já não o enxergava mais como um estranho. Ela sentia que existia uma conexão profunda. Nessa altura do campeonato, tinham conversado sobre tudo, menos, incrivelmente, sobre o porquê da visita.

Em um desses momentos, entre sorrisos e olhares trocados, Joana foi ao quarto procurar o seu álbum de família. Ela queria mostrar ao Amor como sentia saudade dos pais que ela não via, por causa da distância, há cerca de 3 meses.

Todavia, quando retornou ao encontro de Amor, não mais o encontrou, apenas avistou um bilhete colocado em cima de sua mesa de centro, na sala. Lá, estavam escritas as seguintes palavras:

"Me perdoe. Meu nome verdadeiro não é Amor. A verdade é que bati na porta errada, contudo, não resisti e tive que conhecê-la melhor. Não tive coragem de me despedir. Mas, saiba que foi um grande prazer passar esse tempo com você.
 
Carinhosamente,
 
Paixão."
 
 
 
Autor: Mariston Barreto

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