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Aldina

Aldina

1939–2011 · viveu 72 anos PT PT

n. 1939, Caldas da Rainha · m. 2011, Lisboa

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Biografia
Maria Aldina da Costa Neves Forte (que assinará as sua obras com o nome Aldina) nasceu nas Caldas da Rainha, em 1939, e morreu em Lisboa, em 2011. Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e licenciou-se pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa com uma tese sobre o chamado Grupo do Café Gelo. Foi professora de pintura cerâmica na Escola António Arroio e impôs-se, desde os anos sessenta do século XX, pela qualidade da sua obra plástica, nos domínios da pintura, do desenho e da cerâmica, estando representada no Museu de Arte Contemporânea e em diversas colecções particulares, nacionais e estrangeiras.Contando, no seu currículo, com numerosas exposições individuais e participações em mostras colectivas, Aldina estabeleceu uma peculiar relação com a esfera do literário, o que a levou a colaborar em publicações periódicas como & etc. – Magazine das Artes, das Letras e do Espectáculo, Diário de Lisboa e Abril em Maio, sendo possível, por outro lado, encontrar pinturas e desenhos seus em capas ou no interior de livros para o público adulto de escritores como Aquilino Ribeiro, José Cardoso Pires, António José Forte, Sofia Crespo e Fátima Maldonado. Sobre a sua obra plástica escreveu um desses escritores: “O que surpreende em Aldina é o tom, que é bem nosso, português; a fractura compulsiva que representam os seus quadros e a realidade em desequilíbrio que parecem insinuar. Eles são, cada qual, um pequeno todo suspenso no acaso, no nada (brancos e tela nua onde paira um agrupamento cerrado de formas) e é nessa suspensão irracional que vivem pobres e comprometidos fragmentos de objectos, de máquinas, sinais do homem que ela nos apresenta e que estão todos eles em desunião mas profundamente agarrados uns aos outros pelo desespero e pelo furor de viver" (José Cardoso Pires, cit. em Aldina (8-2-2011)).As ligações de Aldina ao surrealismo são visíveis, desde os anos sessenta, e perpassam nas ilustrações da 2.ª edição de um belo livro de poesia para a infância publicado por seu marido, o poeta António José Forte (v.), também ele associado a uma segunda geração surrealista em Portugal. Referimo-nos a Uma rosa na tromba de um elefante, obra que valeu a Aldina uma Menção Especial do júri do Prémio Nacional de Ilustração de 2001.Bibliografia: António José Forte, Uma rosa na tromba de um elefante (2001), Lisboa: Parceria A. M. Pereira (2.ª edição com novas ilustrações).[José António Gomes]

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