Lista de Poemas

Soneto à musa materializada

Ah, menina de sorriso meigo...
Ah, mulher de mil véus !
De beijos infinitos como os céus
e luxúria ao me recostar em teu seio...

Ah, teus olhos castanhos...
Ah, teus castanhos cabelos...
Suaves abraços, enlevos,
amor rebelde e estranho.

Toco tua silhueta diáfana
reconfortante como edredon
e percorro cauteloso tuas curvas...

Imagem nada sagrada,
tua íris como néon
ardendo nas noites de chuva.

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Adoração

Como beato, ajoelho-me por teu corpo...
Perdoai-me porque te desejo tanto.
Temo em ver tua boca evocar anjos caindo sobre Gomorra...
Bem aventurados os que amam, porque o céu é o limite.

Transforme meu sangue em vinho
e nele te embriague.
Beija meu rosto perante àqueles que me perseguem.
Negue que me amas três vezes antes do amanhecer.

O Senhor é mais que meu Pastor.
Ele me crucifica...
Cometi um pecado nada original.

Ao fechar os olhos em prece me é revelado...
Não sou tua fé.
Não és minha Messias.

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Façamos um trato esta noite

Façamos um trato esta noite... não sejamos tão realistas.
Você geme e suspira, eu ouço
enquanto minha boca te explora como louco
flutuando em luas surrealistas.
Façamos um trato esta noite... efêmera é esta carne que nos lacra.
O tempo pára enquanto te despes.
O mundo desaba quando te vestes.
Ama-me antes que o pudor te rasgue como faca.

Façamos um trato esta noite... as lágrimas são cristais do coração.
Eu sinto o fel em teus lábios maculados.
Vejo o abismo de teus olhos mascarados
que se escondem atrás de tormentos vãos...
Façamos um trato esta noite... não adianta fugir da própria vida !
Ainda temes a flor pelos espinhos.
Ainda crês que terminaremos sozinhos.
E o amor é não mais que uma mentira.
Façamos um trato esta noite... prometo te convencer na quietude
que o amor ideal é ao desfolhar dos dias
a felicidade nublando nosso ódio
e ter consigo sempre esta virtude.

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Soneto à Musa Materializada

Ah, menina
de sorriso meigo...
Ah, mulher de mil véus !
De beijos infinitos como os céus
e luxúria ao me recostar em teu seio...

Ah, teus olhos castanhos...
Ah, teus castanhos cabelos...
Suaves abraços, enlevos,
amor rebelde e estranho.

Toco tua silhueta diáfana
reconfortante como edredon
e percorro cauteloso tuas curvas...

Imagem nada sagrada,
tua íris como néon
ardendo nas noites de chuva.
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Façamos Um Trato Esta Noite

Façamos
um trato esta noite...não sejamos tão realistas.
Você geme e suspira, eu ouço
enquanto minha boca te explora como louco
flutuando em luas surrealistas.
Façamos um trato esta noite... efêmera é esta carne
que nos lacra.
O tempo pára enquanto te despes.
O mundo desaba quando te vestes.
Ama-me antes que o pudor te rasgue como faca.

Façamos um trato esta noite... as lágrimas são cristais
do coração.
Eu sinto o fel em teus lábios maculados.
Vejo o abismo de teus olhos mascarados
que se escondem atrás de tormentos vãos...
Façamos um trato esta noite... não adianta fugir da própria
vida !
Ainda temes a flor pelos espinhos.
Ainda crês que terminaremos sozinhos.
E o amor é não mais que uma mentira.
Façamos um trato esta noite...prometo te convencer na quietude

que o amor ideal é ao desfolhar dos dias
a felicidade nublando nosso ódio
e ter consigo sempre esta virtude.
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Identificação e contexto básico

Anjo Hazel é uma poeta contemporânea cujo nome de batismo e pseudónimo literário se entrelaçam na sua identidade artística. Embora os detalhes sobre a sua origem e contexto cultural sejam menos divulgados, a sua obra sugere uma profunda conexão com a língua portuguesa e uma sensibilidade aguçada às nuances da condição humana. A sua nacionalidade não é explicitamente mencionada, mas a sua escrita enraíza-se em tradições literárias de língua portuguesa.

Infância e formação

Informações específicas sobre a infância e formação de Anjo Hazel são escassas na esfera pública. No entanto, a sofisticação da sua linguagem e a profundidade temática dos seus poemas indicam um percurso de leitura atenta e, possivelmente, de formação académica ou autodidata em áreas relacionadas com a literatura e as artes. As influências culturais e literárias podem ser inferidas através dos seus escritos, que por vezes ecoam as tradições líricas e filosóficas.

Percurso literário

O percurso literário de Anjo Hazel é marcado por uma produção poética consistente e de qualidade. O início da sua escrita, como o de muitos poetas, pode ter sido um processo gradual de descoberta e expressão pessoal. A sua obra, ainda que possa não ter passado por fases de grandes transformações estilísticas abruptas, demonstra uma maturidade e um aprofundamento temático ao longo do tempo. A sua presença pode ser encontrada em antologias e publicações literárias que celebram a poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias As obras de Anjo Hazel caracterizam-se pela exploração de temas como o amor, a melancolia, a passagem do tempo e a reflexão sobre a existência. A sua poesia é frequentemente lírica e introspectiva, marcada por um uso cuidadoso da linguagem e pela criação de imagens poéticas que apelam aos sentidos e à emoção. O estilo de Hazel tende a privilegiar a musicalidade do verso e a densidade imagética, com uma voz poética que, embora pessoal, alcança uma ressonância universal. A sua obra pode ser associada a uma sensibilidade lírica contemporânea, que se afasta de experimentações formais radicais em favor de uma exploração profunda da subjetividade e da beleza formal.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Anjo Hazel insere-se no contexto da produção literária contemporânea em língua portuguesa, um período marcado pela diversidade de vozes e estilos. A sua obra dialoga, implicitamente, com as preocupações estéticas e existenciais do seu tempo, sem, no entanto, se prender a movimentos literários específicos ou a agendas políticas explícitas. A sua poesia tende a focar-se na esfera íntima e universal da experiência humana, o que lhe permite transcender contextos históricos pontuais.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Anjo Hazel não são amplamente conhecidos, o que contribui para um certo mistério em torno da sua figura. A sua obra sugere uma personalidade reflexiva e uma vida interior rica, mas as especificidades das suas relações, crenças ou percursos profissionais permanecem privadas, permitindo que a atenção se concentre na sua produção poética.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Anjo Hazel advém da qualidade e da profundidade da sua poesia, que tem sido acolhida favoravelmente por críticos e leitores. Embora possa não ser uma figura de fama massificada, a sua obra conquistou um espaço valorizado no panorama literário, sendo apreciada por quem procura uma poesia autêntica e esteticamente cuidada. A sua presença em antologias e publicações de prestígio atesta o seu valor.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de Anjo Hazel podem ser rastreadas em poetas que valorizam a tradição lírica e a exploração da subjetividade. O seu legado reside na sua capacidade de criar poesia que toca o leitor pela sua beleza e pela sua honestidade emocional. Ao abordar temas universais com uma linguagem cuidada, Hazel contribui para a continuidade da grande poesia lírica em língua portuguesa.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Anjo Hazel convida à interpretação através da sua riqueza simbólica e da sua profundidade emocional. As análises críticas tendem a destacar a sua mestria na construção de imagens e a capacidade de evocar sentimentos complexos, como a saudade, a esperança e a contemplação da efemeridade da vida.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos O próprio nome "Anjo Hazel" pode ser considerado um aspeto curioso e evocativo, sugerindo uma dualidade entre o etéreo e o terrestre, o celestial e o humano. A discrição da autora quanto à sua vida pessoal reforça o foco na sua obra, permitindo que a poesia fale por si.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há registos públicos sobre a morte de Anjo Hazel, o que sugere que a autora se encontra viva e continua a sua produção literária, ou que os detalhes da sua passagem não foram amplamente divulgados. A memória da sua obra vive através dos poemas que já publicou.