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António Bersane Leite

António Bersane Leite

n. 1748 PT PT

n. 1748, Lisboa · m. Séc. XIX, Minas Gerais, Brasil

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Biografia
Poeta. Exerceu o cargo de Escrivão de Superintendência das Décimas, na freguesia de Bucelas, tendo-se radicado no Brasil, com as suas filhas e genro, já em idade avançada e depois de enviuvar.A sua poesia, assinada com o pseudónimo arcádico de «Anélio», é de carácter bucólico e apresenta influências clássicas. Fez uma incursão pelo drama musicado – a União Venturosa – composto para ser levado à cena no Real Teatro do Rio de Janeiro, no aniversário do Príncipe Regente, em 1812, sendo a música da autoria de Fortunato Mazziotti. Manteve relações privilegiadas com Bocage, tendo ambos composto o poema «Inventário da Casa do Guarda-Mor». Elmano dedicou-lhe um soneto quando a sua esposa faleceu: «Tributo em ais no coração gerados» e dirigiu-lhe a epístola «Os Amores de há muito, há muito as Graças», que foi publicada no livro Quadras Glosadas, em 1804, por Simão Tadeu Ferreira. Reza a tradição literária que a sua filha, Maria Vicência Bersane Leite, terá sido a última paixão e a musa inspiradora de Bocage nos seus últimos e agónicos dias.Romeu Correia, na sua peça que teve Bocage como polo catalizador, retratou Bersane Leite com rigor.Para além das obras referidas na bibliografia escreveu «Idílio», publicado em 1793, no Almanaque das Musas, Tomo IV, p. 33 e o soneto «Ao teu bom Povo, a Ti, um prémio justo», incluído no Tributo de Gratidão que a Pátria Consagra a sua Alteza Real, o Principe Regente, Nosso Senhor, por mãos do Intendente Geral da Polícia da Corte e Reino, 1801. Encontram-se ainda poemas seus no Tomo XXIII, páginas 67 e 71, da Livraria Clássica de António e José Feliciano de Castilho e no periódico Romancista (1839).

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