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Artur Inez

Artur Inez

1898–1968 · viveu 70 anos PT PT

n. 1898, Lisboa · m. 1968, Lisboa

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Biografia
Novelista, poeta e jornalista. Iniciou a sua carreira na revista literária Trova Popular, 1919-1921, de que foi um dos redactores desde o primeiro número. Aí publicou crónicas, versos e letras de fado (é de anotar também o seu gosto pela arte da arena) e as Cartas a Mademoiselle X, estas sob o pseudónimo de Rui de Salvaterra. Chegou a anunciar os ensaios de uma opereta, A Rosa do Jardim, de parceria com Venceslau de Oliveira, em 1921. Redactor d'O Século e do Diário Popular, esteve também ligado a periódicos desportivos, dos quais fundou as revistas Eco dos Sports e O Ás. Deve-se-lhe a criação, em 1934, do semanário O Diabo, um dos nossos primeiros jornais literários, que teve, sucessivamente, outros directores (Ferreira de Castro, Rodrigues Lapa, Braz Burity, Adolfo Barbosa, Guilherme Morgado e, por fim, Manuel Campos Lima, em 1940); esse jornal marcou uma época. No República, de que se tornou chefe de redacção em 1945, publicou Artur Inez desassombrada réplica a um artigo de António Ferro, «A morte do sebastianismo» (Diário de Notícias, 12-4-1933), réplica depois editada em folheto, Oiça, António Ferro! (carta-prefácio de Ribeiro de Carvalho). Aí se declarava republicano e democrata. Foi director do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa e da respectiva Caixa de Previdência.

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