Bastos Portela

Bastos Portela

Bastos Portela é um poeta cuja obra se caracteriza por uma linguagem vigorosa e uma profunda reflexão sobre a condição humana, o tempo e a memória. A sua poesia explora tanto o universo interior do indivíduo quanto o contexto social e histórico em que se insere, com uma visão frequentemente marcada por um tom ora lírico, ora interventivo. A sua escrita convida à contemplação e à análise crítica da existência.

m. , Saint-Cloud

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Nota Final

(A minha ex-noiva)

Virgínia! o nosso amor acabou-se!... NenhumaEsperança sequer existe em nós agora!Sim, morreu nosso amor! - Desfez-se como a brumaQue se desfaz assim que nasce a luz da aurora.

Extinguiu-se o meu sonho, o meu prazer... Em suma,Os sorrisos que, à boca, eu tinha a toda hora,Calaram-se de vez... Fugiram de uma em umaAs doces ilusões que tínhamos outrora!

Tudo acabou-se enfim! O que hoje apenas restaDa história singular - negra história funesta! -Desse amor infeliz da nossa mocidade,

É simples, e triste, e querida lembrança.- Um cacho virginal da tua loura trança,Que eu beijo a soluçar nas horas de saudade!

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Biografia

Identificação e contexto básico

Bastos Portela é um poeta cuja obra se insere no panorama da literatura contemporânea. Informações detalhadas sobre o seu nome completo, pseudónimos ou heterónimos, datas e locais exatos de nascimento e morte, bem como detalhes sobre a sua origem familiar e classe social, não são amplamente divulgados ou facilmente acessíveis nos registos literários disponíveis. A sua nacionalidade e a língua principal de escrita são o português.

Infância e formação

Os pormenores sobre a infância e a formação de Bastos Portela são escassos. Presume-se que, tal como muitos poetas, tenha desenvolvido o seu interesse pela leitura e escrita desde cedo, absorvendo influências literárias e culturais que moldaram a sua visão de mundo e a sua expressão poética. A sua formação pode ter envolvido tanto a educação formal quanto o autodidatismo, comum entre aqueles que se dedicam à arte da palavra.

Percurso literário

O percurso literário de Bastos Portela é marcado por uma produção poética consistente, que evolui ao longo do tempo, aprofundando os seus temas e refinando o seu estilo. A sua entrada no mundo literário pode ter ocorrido através de publicações em revistas literárias ou antologias, culminando na edição das suas próprias obras. A sua atividade pode ter incluído também críticas literárias ou outras formas de intervenção cultural.

Obra, estilo e características literárias

As obras de Bastos Portela exploram temas como a passagem do tempo, a memória, a identidade, a condição humana e as dinâmicas sociais. A sua linguagem é frequentemente caracterizada pela sua força expressiva, combinando lirismo com uma certa crueza, e pela capacidade de evocar imagens vívidas. O tom poético pode variar, alternando entre a introspeção lírica e uma voz mais assertiva e reflexiva sobre o mundo exterior. O seu estilo pode apresentar experimentações formais ou um apego a formas mais tradicionais, dependendo da fase da sua obra.

Contexto cultural e histórico

A obra de Bastos Portela, ao abordar a condição humana e as dinâmicas sociais, reflete implicitamente ou explicitamente o contexto cultural e histórico em que vive e escreve. A sua poesia pode dialogar com as preocupações e os debates da sua geração e da sociedade contemporânea, posicionando-se como um observador crítico ou um participante ativo no cenário cultural.

Vida pessoal

Informações específicas sobre a vida pessoal de Bastos Portela, como relações familiares, amizades ou experiências de vida marcantes, não são publicamente detalhadas. No entanto, é comum que a obra poética seja um reflexo das vivências, crenças e visões de mundo do autor.

Reconhecimento e receção

O reconhecimento de Bastos Portela pode variar, sendo apreciado por leitores e críticos que se conectam com a sua abordagem temática e estilística. O seu lugar na literatura é construído através da sua produção contínua e do impacto da sua obra no público e na crítica literária.

Influências e legado

As influências de Bastos Portela podem provir de uma vasta gama de autores e tradições literárias, tanto clássicas quanto contemporâneas. O seu legado reside na contribuição que a sua obra oferece ao diálogo literário, inspirando outros poetas e enriquecendo o panorama da poesia com a sua voz e perspetiva únicas.

Interpretação e análise crítica

A poesia de Bastos Portela oferece um campo fértil para a análise crítica, permitindo diversas interpretações sobre os seus temas centrais, a sua linguagem e a sua visão de mundo. As suas obras podem suscitar debates sobre a arte, a sociedade e a existência.

Curiosidades e aspetos menos conhecidos

Devido à escassez de informações biográficas detalhadas, aspetos curiosos ou menos conhecidos sobre Bastos Portela são difíceis de identificar. A sua dedicação à poesia e os seus hábitos de escrita, por exemplo, são aspetos que contribuem para a construção do seu perfil como autor.

Morte e memória

Informações sobre a morte de Bastos Portela não estão disponíveis. A sua memória é mantida viva através da sua obra poética, que continua a ser lida, apreciada e a dialogar com os leitores.

Poemas

3

Nota Final

(A minha ex-noiva)

Virgínia! o nosso amor acabou-se!... NenhumaEsperança sequer existe em nós agora!Sim, morreu nosso amor! - Desfez-se como a brumaQue se desfaz assim que nasce a luz da aurora.

Extinguiu-se o meu sonho, o meu prazer... Em suma,Os sorrisos que, à boca, eu tinha a toda hora,Calaram-se de vez... Fugiram de uma em umaAs doces ilusões que tínhamos outrora!

Tudo acabou-se enfim! O que hoje apenas restaDa história singular - negra história funesta! -Desse amor infeliz da nossa mocidade,

É simples, e triste, e querida lembrança.- Um cacho virginal da tua loura trança,Que eu beijo a soluçar nas horas de saudade!

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Maldita

A uma fidalga egoísta

Passas... E, ao ver-te, a multidão murmura,Numa febril agitação: - "É ela!Como é divina! E que ideal canduraO seu olhar dulcíssimo revela!...

E dizem outros: - "Haverá donzelaQue seja assim tão divinal e pura,Ou que tenha - tão simples e singela! -O mesmo encanto e a mesma formosura?!"

Todos te exalçam, meu amor... Entanto,Ninguém dirá que te maldigo tantoE que no peito, infelizmente, encerro

O desespero atroz de um desvairadoQue luta, em vão, aflito e apaixonado,Para vencer teu coração de ferro!

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Do Nosso Livro

I
Quando acaso, divina, se levanta
Para mim, teu olhar meio e profundo,
Eu penso que outro olhar que tenha tanta
Beleza assim, não haja neste mundo!

Outras vezes com as santas te confundo...
E juro que esse olhar que me quebranta,
Foi, por capricho, feito assim segundo
O modelo do olhar de alguma santa!

Ai! nem sei te dizer como é divino
Esse olhar de celeste e doce encanto
Em que vejo luzir o meu destino...

- Esse olhar ideal de ardentes lumes,
Que eu odeio, maldigo, e adoro tanto
Na confusão do amor e dos ciúmes!

II

Vês?... eu não posso te fitar!... Entanto,
Muitas vezes nos teus meus olhos fito;
Pois nunca vi olhar assim maldito
Que me encantasse e me atraísse tanto!

Fujo-te, as vezes, com rancor; e, enquanto
De ti me esquivo e o teu olhar evito,
Blasfemo, e choro, e me lastimo, aflito,
Por te não ver, ó meu divino encanto...

E volto, enfim! Mas, se outra vez consigo
Fugir ao fogo desse olhar malvado,
Torno a chorar por te não ver comigo!

E vivo assim nesse penas eterno,
- Desse modo vencido e dominado
Por esse amor que mais parece um inferno!

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