Cruz e Sousa

Cruz e Sousa
João da Cruz e Sousa foi um poeta brasileiro. Com a alcunha de Dante Negro ou Cisne Negro, foi um dos precursores do simbolismo no Brasil.
Simbolismo
Nasceu a 24 Novembro 1861 (Desterro, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil)
Morreu em 19 Março 1898 (Sítio, Brasil)
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Cruz e Sousa (Desterro [Florianópolis] SC 1861 - Sítio MG 1898) era filho de escravos alforriados e foi criado pelo Marechal-de-Campo Guilherme Xavier de Sousa, que cedeu-lhe o sobrenome e tutelou sua educação até a adolescência. Em 1881, o poeta fundou o Colombo, periódico crítico e literário, em Florianópolis. Nos anos seguintes, foi colaborador do jornal Tribuna Popular (republicano e abolicionista) e redator do jornal O Moleque. Publicou, em co-autoria com Virgílio Várzea, o livro Tropos e Fantasias. Em 1890 formou, no Rio de Janeiro, o primeiro grupo simbolista brasileiro, com B. Lopes e Oscar Rosas. Trabalhou como redator do jornal Cidade do Rio e colaborou nos periódicos Folha Popular, Novidades e Revista Ilustrada. Seu livro Missal e Broquéis, marco inicial do movimento simbolista no Brasil, saiu em 1893. Seguiram-se Evocações (1898) e os póstumos Faróis (1900) e Últimos Sonetos (1905). Sua Obra Completa foi publicada em 1961. Cruz e Souza é considerado verdadeiro fundador e principal nome da poesia simbolista no Brasil. Para Manuel Bandeira, “dos sofrimentos físicos e morais de sua vida, do seu penoso esforço de ascensão na escala social, do seu sonho místico de uma arte que seria uma 'eucarística espiritualização', do fundo indômito do seu ser de 'Emparedado' dentro da raça desprezada, tirou Cruz e Sousa os acentos patéticos que lhe garantem a perpetuidade de sua obra na literatura brasileira”.