Francisca Júlia
Francisca Júlia da Silva Munster foi uma poetisa brasileira. Colaborou no Correio Paulistano e no Diário Popular, que lhe abriu as portas para trabalhar em O Álbum, de Artur Azevedo, e A Semana, de Valentim Magalhães, no Rio de Janeiro.
Parnasianismo
Nasceu a 31 Agosto 1871 (Xiririca [Eldorado], São Paulo, Brasil)
Morreu em 01 Novembro 1920 (São Paulo)
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Francisca Júlia (Xiririca [Eldorado] SP 1871 - São Paulo SP 1920) teve publicado, em 1891, o soneto Quadro Incompleto, no jornal O Estado de S. Paulo. Em 1892 trabalhou como colaboradora nos jornais Correio Paulistano e Diário Popular, de São Paulo, e nos periódicos O Álbum e A Semana, do Rio de Janeiro. Seu primeiro livro de poesia, Mármores, foi publicado em 1895. Escreveu obras poéticas para crianças, como Livro da Infância (1899) e Alma Infantil (1912). Em 1904 tornou-se membro efetivo do Comitê Central Brasileiro da Societá Internazionale Elleno-Latina, de Roma. Em 1961 foi publicada a antologia póstuma Poesias. A obra de Francisca Júlia é uma das mais significativas do Parnasianismo brasileiro. Em seu livro Esfinges, publicado em 1903, a poeta produziu sonetos místicos que a aproximam do Simbolismo, estética que se afinava com suas inquietações religiosas.