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Pedro António Correia Garção

Pedro António Correia Garção
Nasceu a 13 Junho 1724
(Lisboa)
Morreu em 10 Novembro 1772
Pedro António Correia Garção foi um poeta português. Não terminou os estudos na Universidade de Coimbra. Exerceu o cargo de escrivão na casa da Índia. A sua atenção pública e literária apresentou-se mais ou menos obscura.
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Poeta português. Estudou no Colégio dos Jesuítas, em Lisboa, e frequentou o curso de Direito, que não concluiu. Filho de um funcionário dos negócios estrangeiros, o seu casamento, celebrado em 1750, contribuiu grandemente para a sua riqueza, para além de lhe garantir um cargo na Casa da Índia. Foi um dos fundadores e presidente da Arcádia Lusitana (1756), tomando o nome de Coridon Erimanteu, e director da Gazeta de Lisboa (1760-1762). Uma questão judicial levou-o a perder os bens, retirando-se para uma propriedade sua, a Quinta da Fonte Santa, com a família. Em 1771, e por razões ainda não esclarecidas, foi preso por ordem do marquês de Pombal. Permaneceu na cadeia do Limoeiro até à sua morte, ocorrida no próprio dia em que, após tentativas da mulher, lhe fora concedida a libertação. Correia Garção foi dos principais doutrinadores e cultores da estética neoclássica, sendo notória na sua obra a influência de Horácio. Cultivou grande parte dos géneros greco-latinos, destacando-se a sua célebre Cantata de Dido, recitada por Mafalda, uma das personagens de Assembleia ou Partida. Por outro lado, muitas das suas composições reflectem gostos e ambientes burgueses, familiares, retratando situações quotidianas e passatempos caseiros, de forma realista. Foi um crítico da ostentação aristocrática do seu tempo, a que opôs a imagem da grandeza dos descobridores e comerciantes de outras épocas. Procurou, ainda, promover o teatro nacional, escrevendo O Teatro Novo e Assembleia ou Partida, esta última, uma sátira aos costumes da época, contendo a Cantata de Dido e apresentando um diálogo exemplificador da melhor produção literária da Arcádia Lusitana. A sua obra foi publicada postumamente, em 1778, com o título Obras Poéticas.