Sílvio Romero

Sílvio Romero
Sílvio Vasconcelos da Silveira Ramos Romero foi um advogado, jornalista, crítico literário, ensaísta, poeta, historiador, filósofo, cientista político, sociólogo, escritor, professor e político brasileiro.
Romantismo
Nasceu a 21 Abril 1851 (Vila do Lagarto, Sergipe, Brasil)
Morreu em 18 Junho 1914 (Rio de Janeiro, Brasil)
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Silvio Romero (Vila do Lagarto SE, 1851 - Rio de Janeiro RJ, 1914) cursou a Faculdade de Direito em Recife PE, entre 1868 e 1873. Estreou na imprensa recifense com a monografia A Poesia Contemporânea e a Sua Intuição Naturalista, em 1869. Na década de 1870 colaborou, como crítico literário, em vários periódicos pernambucanos e cariocas. Foi eleito deputado provincial em 1875, em Estância SE. Publicou seu primeiro livro de poesia, Cantos do Fim do Século, 1869/1873, em 1878. Mudou-se para o Rio de Janeiro RJ em 1879 e lecionou Filosofia no Colégio Pedro II entre 1881 e 1910. Em 1883 viajou para Lisboa (Portugal) para fazer a publicidade de seu livro Cantos Populares do Brasil; segundo Luis da Câmara Cascudo, o livro foi "o primeiro documentário da literatura oral brasileira". Em 1891 tornou-se redator do Diário de Notícias, dirigido por Rui Barbosa, para o qual produziu artigos sobre ensino. No mesmo ano, foi nomeado membro do Conselho de Instrução Superior por Benjamim Constant. Foi um dos membros-fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1897. Entre 1900 e 1902 foi deputado federal pelo Partido Republicano, trabalhando como relator-geral da comissão encarregada de rever o Código Civil. Sua obra poética inclui Últimos Harpejos (1883) e Folclore Brasileiro (1897). Sílvio Romero foi um dos grandes críticos literários do século XIX. Sua poesia vincula-se à terceira geração do Romantismo, influenciada pela obra de Victor Hugo. Sobre ela escreveu Machado de Assis: "pertenceu o Sr. Romero ao movimento hugoísta, iniciado no Norte e propagado ao Sul, há alguns anos; movimento a que este escritor atribui uma importância infinitamente superior à realidade. Entretanto, não se lhe distinguem os versos pelos característicos da escola, se escola lhe pudéssemos chamar; pertenceu a ela antes pela pessoa do que pelo estilo.".