escritas.org desde 1996
Clementino Domingos Baeta

Clementino Domingos Baeta

1921–1988 · viveu 67 anos PT PT

n. 1921, São Lourenço de Almancil · m. 1988, Estoi

69 Visualizações
Biografia
Poeta popular. Nasceu no seio de uma família de agricultores pobres, cujo pai, José Baeta, era também um exímio quadrista. Fez-se notar, ainda jovem, na «corte» do poeta Aleixo que jornadeava pelas freguesias do concelho acompanhando rebanhos ou vendendo cautelas de lotaria, depressa notando naquela criança de 12 anos um grande talento. Chegou mesmo a confidenciar-lhe que quando morresse teria nele o seu legítimo sucessor. Por falta de meios fez apenas a terceira classe, ficando-lhe nos versos, que mais tarde compôs, a mágoa de não ter prosseguido os estudos. Já homem, percorria de bicicleta mais de vinte quilómetros para frequentar em Faro a escola nocturna de adultos, onde concluiu a 4.ª classe. O magro sustento obtido com a venda da madeira não chegava para a família, e aos 34 anos, em 1955, emigrou para a Venezuela, a exemplo de muitos outros conterrâneos. Trabalhou no comércio até se estabelecer com uma indústria de panificação, alcançando então um relativo desafogo económico. Ao cabo de 25 anos de afastamento resolveu regressar à terra natal, onde chegou em 1980. Para a poesia, que nunca descurara, estava agora inteiramente disponível. O seu estilo de versejar, muito ao jeito do poeta Aleixo, fez-se imediatamente notar, até porque trazia na memória algumas quadras esquecidas do maior dos poetas populares algarvios. Daí ter-lhe surgido a ideia de publicar também os seus versos num livro que, tal como o de Aleixo, fosse uma espécie de legado, ou mensagem da memória, para os seus herdeiros naturais. Da difícil tarefa de seleccionar, coordenar e apresentar o que de melhor produzira, se encarregou o Dr. José Ruivinho Brazão, que deu à estampa uma compilação intitulada Sonhos de Emigrante, Lisboa, 1990.

Poemas

0

Nenhum poema encontrado

Livros

1

Vídeos

9

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.