Fernando Mendes Vianna

Fernando Mendes Vianna

Fernando Mendes Vianna é um poeta que se destaca pela sua sensibilidade e pela profundidade das suas reflexões sobre a vida, o tempo e a condição humana. A sua obra poética é caracterizada por uma linguagem cuidada e por uma capacidade ímpar de capturar as nuances das emoções e das experiências quotidianas. As suas composições convidam o leitor a uma jornada introspectiva, explorando a beleza e a melancolia da existência.

m. , Oviedo

6 389 Visualizações

O Poeta

Porque as flores florem e o flume flui,
e o vento varre a fúria vã das ruas,
eu desenfurno tudo quanto fui
e me corôo com meus sóis e luas.

Porque o vôo das aves é meu vôo,
e a nuvem é alcáçar que não rui,
paro o mó do pensamento onde môo
a vida, e abro no muro que me obstrui

a áurea, ástrea senda, a porta augusta.
Que me importa se a clepsidra corrói
as praças das infâncias em ruínas?

Poemas são meninos e meninas
ao sol do Pai, que tudo reconstrói.
Poeta é flor e flume em terra adusta.

Ler poema completo
Biografia

Identificação e contexto básico

Fernando Mendes Vianna é um nome associado à poesia, com uma obra que se desenvolve em língua portuguesa. Não são conhecidos pseudónimos ou heterónimos proeminentes ligados a este autor. O contexto histórico em que viveu e a sua nacionalidade são elementos cruciais para a compreensão da sua produção literária.

Infância e formação

Detalhes sobre a infância e formação específica de Fernando Mendes Vianna não são amplamente documentados. Contudo, é razoável supor que a sua educação e as suas leituras iniciais tenham desempenhado um papel significativo na moldagem da sua sensibilidade poética. O ambiente cultural e social em que cresceu, bem como as experiências formativas, contribuíram para a sua visão de mundo e para a sua expressão artística.

Percurso literário

O percurso literário de Fernando Mendes Vianna é marcado pela sua dedicação à arte da poesia. O início da sua jornada como escritor e a evolução do seu estilo ao longo do tempo são aspetos que definem a sua trajetória. A sua obra, possivelmente divulgada através de publicações em antologias ou em edições próprias, reflete um percurso consistente na exploração da linguagem poética.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Fernando Mendes Vianna caracteriza-se pela profundidade lírica e pela exploração de temas universais como o amor, a morte, o tempo e a própria condição humana. O seu estilo é marcado por uma linguagem elaborada e por uma expressividade que cativa o leitor. A voz poética tende a ser introspectiva e reflexiva, transmitindo uma visão sensível e por vezes melancólica da existência. A forma poética pode variar, mas a ênfase recai na intensidade da emoção e na beleza da expressão.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Fernando Mendes Vianna insere-se no contexto da literatura em língua portuguesa, contribuindo para o seu enriquecimento com a sua perspetiva única. A sua obra, embora pessoal, dialoga com as sensibilidades e as questões existenciais relevantes para a sua época e para a contemporaneidade. A sua produção literária reflete a influência do meio cultural e histórico em que esteve inserido.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações detalhadas sobre a vida pessoal de Fernando Mendes Vianna, incluindo as suas relações afetivas, amizades ou experiências de vida, não são de domínio público generalizado. No entanto, a sua obra sugere uma profunda capacidade de observação e uma sensibilidade apurada para as emoções humanas, o que pode ter sido alimentado pelas suas vivências e interações.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Fernando Mendes Vianna assenta na qualidade intrínseca da sua poesia, na sua capacidade de tocar o leitor e de oferecer perspetivas sobre a vida. Embora possa não ser uma figura de renome mediático, a sua obra tem valor pela sua autenticidade e pela profundidade que oferece. A receção crítica, onde quer que tenha ocorrido, terá valorizado a sua contribuição lírica.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado A influência de outros poetas na obra de Fernando Mendes Vianna, bem como o legado que a sua poesia deixa para as gerações futuras, são aspetos que enriquecem a sua apreciação. O seu legado reside na capacidade de ter explorado a alma humana através da poesia, deixando um testemunho de sensibilidade e reflexão que pode inspirar outros criadores e leitores.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Fernando Mendes Vianna oferece um vasto campo para interpretação e análise crítica, especialmente no que diz respeito aos temas filosóficos e existenciais que aborda. A leitura atenta da sua poesia permite desvendar as suas visões sobre o sentido da vida, a passagem do tempo e a complexidade das emoções humanas.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspetos menos conhecidos da personalidade de Fernando Mendes Vianna ou curiosidades sobre os seus hábitos de criação poética podem complementar o perfil do autor. A sua dedicação à poesia é um traço marcante, e a forma como transformava as suas observações e sentimentos em versos é um aspeto fascinante do seu talento.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Informações específicas sobre a morte de Fernando Mendes Vianna não estão disponíveis publicamente, o que sugere que a sua presença literária se mantém viva através da sua obra.

Poemas

4

O Poeta

Porque as flores florem e o flume flui,
e o vento varre a fúria vã das ruas,
eu desenfurno tudo quanto fui
e me corôo com meus sóis e luas.

Porque o vôo das aves é meu vôo,
e a nuvem é alcáçar que não rui,
paro o mó do pensamento onde môo
a vida, e abro no muro que me obstrui

a áurea, ástrea senda, a porta augusta.
Que me importa se a clepsidra corrói
as praças das infâncias em ruínas?

Poemas são meninos e meninas
ao sol do Pai, que tudo reconstrói.
Poeta é flor e flume em terra adusta.

1 218

Iniciação

Teu fígado certo
inundarei de álcool.
Tua unha clara
sujarei de sangue.

No teu ventre puro
plantarei dez árvores.
No teu peito liso
agitarei as águas.

Em teu olhar gramado
cavarei uma vala,
e nesse longo sulco
sepultarei teu príncipe.

Rasgarás tuas sedas
e vestirás teu corpo.
Esquecerás tua mãe,
tua melhor amiga
e a oração ao anjo da guarda.

E me adorarás.

1 042

Oratório dos Corpos (trechos)

Segue os ditames do
teu corpo.
Ele sabe as tuas necessidades.
Atende quando ele grita "liberdade".
Segue teu corpo; ele sabe do que necessita,
sabe os caminhos da fome, do cio, da sede, do sono.
Sê humilde perante o corpo sábio, pois o corpo
pensa de acordo com as raízes mais profundas,
Pode sentir as raízes que te irmanam à criação.
……….
O corpo não
precisa desencantar-se, não precisa
de fadas, de demiurgos, de paraísos, de infernos.
Se for corpo de mulher, nenhum príncipe é necessário:
só um macho que acredite no sêmen.
como na hóstia de um deus apenas seiva,
e confie o corpo à fêmea como o padre confia o cálice
ao altar.
Crê no teu corpo, confia no teu corpo, no corpo do homem,
no corpo da mulher.
Crê no corpo como na única ponte entre os homens;
e que acima do rio variável e enganoso da palavra,
a carne seja como um gesto em perene dádiva.

O corpo é mais antigo e belo do que a Cova de Altamira,
e a gruta do útero pode ser mais funda e clara
do que uma aurora que se abrisse no fundo da terra.
959

Oratório do corpo (trechos)

Segue os ditames do teu corpo.
Ele sabe as tuas necessidades.
Atende quando ele grita "liberdade".
Segue teu corpo; ele sabe do que necessita,
sabe os caminhos da fome, do cio, da sede, do sono.
Sê humilde perante o corpo sábio, pois o corpo
pensa de acordo com as raízes mais profundas,
Pode sentir as raízes que te irmanam à criação.

...

O corpo não precisa desencantar-se, não precisa
de fadas, de demiurgos, de paraísos, de infernos.
Se for corpo de mulher, nenhum príncipe é necessário:
só um macho que acredite no sêmen.
como na hóstia de um deus apenas seiva,
e confie o corpo à fêmea como o padre confia o cálice ao altar.
Crê no teu corpo, confia no teu corpo, no corpo do homem,
no corpo da mulher.
Crê no corpo como na única ponte entre os homens;
e que acima do rio variável e enganoso da palavra,
a carne seja como um gesto em perene dádiva.

O corpo é mais antigo e belo do que a Cova de Altamira,
e a gruta do útero pode ser mais funda e clara
do que uma aurora que se abrisse no fundo da terra.

...

Vê, amigo melancólico, como é bela a moça que bota corpo:
ontem era como um coelho, hoje é uma novilha.
E tu, moça, minha amiga não fiques triste
a remoer a utopia dos contos de fadas:
vem comigo. Eu vou te mostrar
a beleza do corpo, o átrio, o pórtico, a nave, o chão, a abóbada!
Quero que escutes o silêncio de cristal do cio saciado, sêmen
semeado com luz
– a mais fértil luz.
Em corpo montarei teu corpo e montarás meu corpo,
e sairemos a galope, o corpo aberto à palavra do vento,
e verás que uma cópula é o mais belo dos corpos de baile, e o
mais equóreo corpo-a-corpo.

1 432

Videos

50

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.