Filipe de Quental
1824–1892
· viveu 68 anos
PT
n. 1824, Ponta Delgada · m. 1892, Coimbra
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Biografia
Poeta romântico açoriano, da geração formada em torno de Castilho, durante a sua permanência em São Miguel (1847-1850).Segundogénito de uma casa morgadia (o pai era o poeta André da Ponte de Quental da Câmara e Sousa, da roda de Bocage no final do século XVIII), viveu até cerca dos 30 anos em Ponta Delgada sem ocupação lucrativa, distinguindo-se entre os contemporâneos pelo feitio um pouco excêntrico e pelas suas «lembranças cómicas de primeira ordem» que deixaram «lenda no noticiário local da cidade» (J. de Castilho, Memórias de Castilho, V).Depois decidiu prosseguir estudos em Coimbra, onde teve ocasião de evidenciar o seu talento cómico no palco do Teatro Académico e, além disso, se tornou popularíssimo no meio estudantil pelas suas excentricidades, boémia alegre, irreverência e ditos de espírito, que fizeram dele «o homem mais engraçado de todas as gerações académicas» (Teófilo Braga).Formou-se em Filosofia (1861) e doutorou-se em Medicina (1863), apenas um ano antes de se formar em Direito o sobrinho Antero de Quental. Foi lente substituto de Medicina. Frequentou a casa de Castilho em Ponta Delgada e foi um dos seus mais solertes colaboradores em diversas iniciativas culturais, entre estas a fundação da Sociedade dos Amigos das Letras e das Artes, em 1848.Seguiu um curso de versificação dado por aquele poeta em 1849 e publicou várias poesias na imprensa micaelense, principalmente, na Revista dos Açores, onde convergiu a maioria dos expoentes do romantismo açoriano. Não chegou, porém, a coligir em livro os seus versos. Em volume apenas publicou uma dissertação académica sobre a questão da cultura do arroz: Dissertação Inaugural para o Acto de Conclusões Magnas, Coimbra, 1863.
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