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Ah, como incerta, na noite em frente, De uma longínqua tasca vizinha Uma ária antiga, subitamente, Me faz saudades do que as não tinha. A ária é antiga? É-o a guitarra. Da ária mesma não sei, não sei. Sinto a dor-sangue, não vejo a garra. Não choro, e sinto que já chorei. Qual o passado que me trouxeram? Nem meu nem de outro, é só passado: Todas as coisas que já morreram A mim e a todos, no mundo andado. É o tempo, o tempo que leva a vida Que chora e choro na noite triste. É a mágoa, a queixa mal definida De quando existe, só porque existe. 14/08/1932
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Fernando Pessoa
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