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Deslembro incertamente. Meu passado Não sei quem o viveu. Se eu mesmo fui, Está confusamente deslembrado E logo em mim enclausurado flui. Não sei quem fui nem sou. Ignoro tudo. Só há de meu o que me vê agora – O campo verde, natural e mudo Que um vento que não vejo vago aflora. Sou tão parado em mim que nem o sinto. Vejo, e onde o vale se ergue para a encosta Vai meu olhar seguindo o meu instinto Como quem olha a mesa que está posta. 13/09/1934
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Fernando Pessoa
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