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A morte é a verdade e a verdade é a morte Tão contente de vento, ó folha que nomeio como quem à passagem te colhesse, palavra de que tu, ó árvore, dispões para vir até mim do alto da tua inatingível condição De muito longe vinda, inviável lembrança indecisa nas mãos ou consentida por alguma impossível infância E a alegria é uma casa recém-construída Face melhor de todos nós, ó folha dos álamos nocturnos e antigos visitados pelo vento, no calmo outono, o dos primeiros frios, sais do ângulo dos olhos, acolhes-te ao poema como no alto mês de maio a flor imóvel do jacarandá Não há outro lugar para habitar além dessa, talvez nem essa, época do ano e uma casa é a coisa mais séria da vida Ruy Belo | 'Obra Poética de Ruy Belo' - Vol. 1, pág. 73 | Editorial Presença Lda., 1984
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Ruy Belo
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