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Meus gestos não sou eu. Como o céu não é nada, O que em mim não é meu Não passa pela estrada. O som do vento dorme No dia sem razão. O meu tédio é enorme. Todo eu sou vácuo e vão. Se ao menos uma vaga Lembrança me viesse De melhor céu ou plaga Que esta vida! Mas esse Pensamento pensado Como fim de pensar Dorme no meu agrado Como uma alga no mar. E só no dia estranho Ao que sinto e que sou Passa quanto eu não tenho, Está tudo onde eu não estou. Não sou eu, não conheço, Não possuo nem passo. Minha vida adormeço Não sei em que regaço. 1913
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Fernando Pessoa
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