João da Chela
1896–1968
· viveu 72 anos
PT
n. 1896, Lousa/Moncorvo · m. 1968, Sá da Bandeira/Angola
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Biografia
Ficcionista, poeta e cronista, de família humilde, Manuel de Jesus Pinto deixa as «fragas do Alto Douro» aos 14 anos para ir trabalhar como marçano, em Espinho. Aí sofre desamparado e sem futuro, o que o leva a embarcar para Angola em 1924, radicando-se então em Sá da Bandeira. Considerando-se a si próprio fazendeiro e colonizador, torna-se um dos arautos «dessa odisseia portuguesa que foi uma epopeia dramática e santa» e da orientação política vigente. Contudo, seria durante a Segunda Guerra que o autor opta pelo pseudónimo que o tornou mais conhecido, João da Chela, a serra sobranceira à capital da Huíla, iniciando a terceira etapa da sua vida e a longa série das «Crónicas da Huíla», que publicará sobretudo no Jornal de Benguela. A arte do autor baseia-se na descrição da paisagem natural e da sua componente humana e social, sendo esta demasiado plana o estereotipada; lembra-nos José Loureiro Botas pela capacidade fotográfica de evocar os hábitos e a linguagem popular do seu Alto Douro, que transcreve em Caminho Eterno.
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