Joaquim Ribeiro de Carvalho
1880–1942
· viveu 62 anos
PT
Joaquim Ribeiro de Carvalho, mais conhecido por Ribeiro de Carvalho, foi um político da Primeira República Portuguesa, jornalista, escritor, poeta e tradutor.
n. 1880-01-01, Leiria · m. 1942-01-01, Lisboa
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Biografia
Jornalista, poeta e romancista.Estudou no Seminário de Leiria de 1893 a 1897, data em que publica o seu primeiro livro de poesia, Livro de um sonhador, e inicia a sua colaboração na imprensa.Republicano, foi membro activo da Carbonária portuguesa, participou na Revolução de 5 de Outubro de 1910. Fundou o Centro Radical Português. Em 1911 foi iniciado na maçonaria. Foi deputado à Assembleia Constituinte, pelo círculo de Leiria, desde 1911, exceptuando o período do Sidonismo (1918) e em 1925, ano em que foi eleito presidente do Senado da Câmara Municipal de Sintra, concelho onde residia. Depois da instauração da Ditadura em Maio de 1926, participou na revolta de Fevereiro de 1927, sendo preso e deportado para a Madeira onde também participou na revolta falhada de 1931.Foi eleito para a Academia das Ciências como membro correspondente na classe de Letras em 1923; participou na comissão organizadora da edificação do monumento a António José de Almeida; e dirigiu a Biblioteca de Educação Moderna. Foi chefe da secretaria da Inspecção das Escolas de Lisboa.Colaborou em diversos periódicos, como Integridade (1897 – primeiro jornal republicano do concelho de Leiria, fundado em 1896), Alma Nova (1913), Amanhecer (Leiria, 1924), O Arauto (Lisboa, 1902), Ave Azul (Viseu, 1899-1900), Boémios (Porto, 1899), O Campeão (Porto, 1899-1901), O Comércio de Barcelos (1911), A Crónica ( Lisboa, 1900-1906), O Diabo (Lisboa), O Domingo (Angra Heroísmo, 1909-1911), Estrela do Minho (Famalicão, 1895-1960), Germinal (Porto, 1901-02), Gil Braz (Lisboa, 1898-1904), O Grande Elias (Lisboa, 1903-1905), O Jornal (1902-06), O Liberal (1918-21, de que foi proprietário e director), Mala da Europa (Lisboa, 1894-1916), Nova Aurora (Tábua, 1900-1905), Quadras do Povo (Lisboa, 1909), A Palavra (1922), República (que dirigiu entre 1920-24 e 30-42), A República Portuguesa (1910-11, de que foi fundador), Revista Internacional (Lisboa, 1903-04), «Revista Literária Cientifica e Artística» (supl. de O Século, 1902-05), O Rosmaninho (Porto, 1900), Vimaranense (Guimarães, 1915-19) e Zig-Zag. Foi ainda tradutor de obras de Camille Flammarion, Alphonse Daudet, Louis Bousenard, Blasco Ibánez e Máximo Gorki, entre outros.
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