José Maria do Couto Severim
1830–1865
· viveu 35 anos
PT
n. 1830, Lisboa · m. 1865, Évora
33
Visualizações
Biografia
Poeta açoriano da escola ultra-romântica.Na sua vida, que foi breve, merecem referência (por serem românticos) os seus amores contrariados com uma jovem da colónia judaica micaelense, que raptou segundo as praxes em tais circunstâncias (com a conivência da vítima) e com quem se casou. Fora isso, foi funcionário da Alfândega de Ponta Delgada e morreu de tísica aos 35 anos.Na juventude, frequentou a corte literária de Castilho durante a estada do poeta em São Miguel (1847-1850), tendo nessa altura (1849) seguido um curso de versificação regido pelo próprio autor das Cartas de Eco e Narciso, onde foi condiscípulo de Filipe de Quental, tio de Antero, e de outros jovens, como José Joaquim de Oliveira Machado Júnior, Luís Filipe Leite e Pedro Eusébio Leite, que ali figuraram como «alunos mais distintos» (cf. Memórias de Castilho, vol. V, p. 132).Mais tarde, fez parte, com Guilherme Read Cabral, Luís Filipe Leite, etc., do Grémio Trovador, uma das associações literárias que se formaram no rasto da influência deixada por Castilho no meio intelectual micaelense.Colaborou em vários periódicos locais (entre estes a Revista dos Açores, dirigida por José de Torres), mas não chegou a reunir a sua obra em livro. Postumamente, Teófilo Braga publicou-lhe algumas poesias na Grinalda, do Porto (1870).Longe do «bulício do mundo», dedilhou as «cordas da Lira saudosa» para cantar o «disco alvacento» da Lua, os «mil encantos da noite / envolta no seu cendal», qual «virgem melancólica», «esperanças [...] / que morreram em flor» ceifadas por «cruel destino», a «vida que voga indecisa/boiando entre dores e acerbo sofrer», um «amor tão puro e santo» que «a nuvem da indiferença / enlutou» e quejandas amarguras bem próprias e expressas segundo os chavões do ultra-romantismo.
Poemas
0Nenhum poema encontrado
Vídeos
10
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.