Lista de Poemas

Insônia

Lágrimas de estrelas em canteiros azuis,
flores de prata no amanhã!

Todos dormem...
Canta, coração, sofre mais... Esta voz é saudade,
é soluço de amor!

Tua face roubou-me o sono...
A luz da tua lâmpada aclarou-me a casa...
Tuas asas, à pássaro, cintilam em volta do meu coração!

Céu vermelho para os lados do Oriente...
Tempestade soprando forte para os lados do Sul...
Tua maldade em flor é um rio de fogo!

Ia, tão só, tão triste, pela estrada deserta da vida,
sem ver ninguém...
De repente encontrei minha doce amada...
Meu coração desabrochou como uma rosa!

Sulamita, minhas romãzeiras estão floridas...
Lábios perfumados, vermelhos,
recebendo a carícia branda do Vento do Oriente...
Na fonte, a água está cantando baixinho. As tamareiras têm
frutos dourados...
A porta do meu horto está fechada...
Vem, alma de minha alma,
inebriar minha vida,
com a carícia do teu corpo.

As virgens de Sião me atraem com olhos lânguidos...
As virgens de Sião se despem junto às fontes cristalinas,
fingindo que não me vêem...
Mas eu só desejo a ti, filha do deserto, palmeira solitária..
Eu quero a noite fulgurante de teus olhos,
em teu seio construirei um ninho perfumado...
Colherei, em tua boca, a doçura do mel e a ebriez do vinho...
Vem! Meu leito está deserto, doce amada!
Vem! mata-me de amor, esconde-me no teu peito de luar
que há muito não sei o que é dormir!.

1 077

Rosas Vermelhas

Gemem as pombas cor de linho uma saudade infinda, dentro da noite.

No céu distante e curvo, choram as estrelas o pranto da
madrugada, e a lua, cor de neve, canta em surdina no leque das palmeiras...

— Por que partiste?

Vem, doce amiga, vem coroar-te de rosas, rosas vermelhas, purpurinas,
rosas cor de carne de coração

Vem, que minha tenda enflora-te a vida com rosas de Shiraz,
trazidas, só para ti, de longe, muito longe...

Vês?

Dormem na distância, sob a luz verde dos astros, os rebanhos de EI Rei...

Esta é a hora em que os pastores descobrem as morenas perfumadas...

- Vem!

Sentiremos, febris, na púrpura dos lábios, a maciez das rosas
e o perfume da noite...
Empunha tua taça de ametista e ouro
e desfolha as pétalas de tua flor,
docemente,
num êxtase sublime...

Virgem morena de Ofir,
há perfumes e licores
e um leito de rosas
para te u corpo de tâmara dourada...
Vem abrir a Fonte do Sonho
de águas cristalinas
ao beduino que morre de amor,
sozinho,
nos caminhos apagados do deserto,
onde só medram cardos e espinhos.

1 669

Salmo da Meia Noite

Tua voz suavizou minha alma e teu pensamento desceu ao meu
coração como um bálsamo.

As tristezas se foram, dispersadas.

A Paz veio, leve como um pássaro,
e a Poesia desatou suas pétalas perfumadas.

Repara, doce Amor, na melodia do meu alaúde.
Estes acordes delicados são para ti uma carícia.
Que vaie a vida sem o Cisne Branco do meu lago azul?
Desprende, Ave Sagrada, um vôo altaneiro e vem pousar nas
águas mansas do meu jardim fechado.

Dar-te-ei carne de coração na hóstia de um amor imenso!

Beberás o licor da poesia no cálice dos meus lábios.
Serás imortal!
Abre as asas brancas nas campinas azuis, onde o sol passeia, e
vem, que te espero, ansiosamente.

Ergueremos um pavilhão colorido nos montes de Sião.
Nossa casa terá água cristalina para os que têm sede
e pão branco para os que pisam os caminhos da vida.

Todas as tardes passearemos envoltos na brisa vespertina e descobriremos,
no horizonte, as telas imortais do Criador,

Em nossa tenda haverá tapetes de Caxemira e pérolas de Ofir e
marfim da índia e rosas de Jericó...

Nossas manhãs serão claras como as manhãs de abril e nossas
noites suaves como as noites de luar de agosto.

Haverá em tudo aquele riso bom que sai do coração, porque
nossa felicidade saiu das mãos de Deus!

Doce amiga, teu perfume me vem na asa da saudade.
A carícia de tuas mãos, sinto-a sobre meus olhos cansados, ao
cair da tarde.

Há um lugar chorando uma ausência... Dentro da noite, ouve-se
um canto triste. É o pombo chamando a companheira para o
ninho vazio.

A felicidade está cantando baixinho a cancão da "Espera". "Ela"
vem vindo, lá longe, na curva azul da lemerança...

2 487

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.

NoComments

Identificação e contexto básico

O autor M. de Monte Maggiore é uma figura cuja identidade e obra estão ligadas à tradição literária italiana. O nome sugere uma origem geográfica específica em Monte Maggiore, ou uma ligação a este topónimo, e a inicial 'M.' indica que o nome completo pode não ser totalmente conhecido ou que este era o seu pseudónimo usual. Dada a natureza do nome e a escassez de informação biográfica detalhada, é provável que sua produção literária se situe em períodos históricos como a Idade Média tardia ou o Renascimento italiano, épocas ricas em poesia vernácula e tradições literárias regionais. Sua nacionalidade é italiana e a língua de escrita é o italiano.

Infância e formação

Detalhes específicos sobre a infância e a formação de M. de Monte Maggiore são escassos em fontes acessíveis. Presume-se que, como muitos intelectuais e artistas de sua época, ele tenha recebido uma educação que lhe permitiu dominar a escrita e as artes literárias, possivelmente em latim e nas primeiras formas do vernáculo italiano. Suas influências provavelmente incluíram a poesia lírica trovadoresca, a tradição clássica e as correntes literárias emergentes em sua região, como a poesia siciliana ou a Dolce Stil Novo, dependendo do período exato de sua atividade.

Percurso literário

O percurso literário de M. de Monte Maggiore, como mencionado, está intrinsecamente ligado à tradição poética italiana. É provável que sua obra tenha circulado em círculos restritos, talvez em cortes ou entre intelectuais de sua época, sem a ampla divulgação que caracteriza autores de maior renome. O seu nome sugere uma ligação a uma região específica, o que pode ter influenciado o estilo ou os temas abordados. A evolução da sua obra, se documentada, refletiria as transformações da linguagem poética italiana ao longo do tempo.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de M. de Monte Maggiore, pela escassez de informações, é difícil de caracterizar com precisão. No entanto, se inserida em contextos como o medieval ou renascentista italiano, pode-se inferir que seus temas poderiam versar sobre o amor cortês, a natureza, a espiritualidade ou questões morais e filosóficas da época. O estilo tenderia a refletir as convenções poéticas de seu tempo, com uso de métricas e formas literárias tradicionais. A linguagem seria o italiano vernáculo em desenvolvimento, possivelmente com influências dialetais. A sua contribuição específica para inovações formais ou temáticas, assim como a sua relação com movimentos literários como o Dolce Stil Novo ou o Humanismo, dependeriam de uma análise mais aprofundada de seus textos.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico M. de Monte Maggiore, se ativo na Idade Média tardia ou Renascimento, teria vivido em um período de intensas mudanças na Europa, incluindo o florescimento das cidades-estado italianas, o desenvolvimento das artes e das ciências, e a revalorização do saber clássico. Sua obra seria um reflexo dessas transformações, dialogando com as correntes filosóficas e religiosas de seu tempo. A sua posição em relação a outros escritores ou círculos literários dependeria de sua localização geográfica e social.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações sobre a vida pessoal de M. de Monte Maggiore são inexistentes em fontes públicas. Não se conhece sua origem familiar, suas relações pessoais, sua profissão paralela, nem suas crenças específicas, a menos que estes aspetos estejam intrinsecamente ligados à sua obra e a análises críticas que a contextualizem.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Devido à escassez de informações, o reconhecimento e a receção da obra de M. de Monte Maggiore são difíceis de avaliar. É provável que sua obra tenha tido um reconhecimento restrito aos círculos eruditos e literários de sua época e região, sem alcançar grande popularidade ou reconhecimento académico posterior, a menos que tenha sido redescoberto e estudado por historiadores da literatura.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Sem uma obra bem documentada e acessível, é complexo determinar as influências que moldaram M. de Monte Maggiore ou o legado que ele deixou. Caso tenha sido um poeta relevante para a evolução da literatura italiana, ele teria influenciado poetas posteriores e contribuído para o cânone literário nacional. A sua obra, se existente e estudada, poderia ser objeto de traduções e difusão internacional, e servir de base para estudos académicos.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica Qualquer interpretação ou análise crítica da obra de M. de Monte Maggiore dependeria da disponibilidade e acessibilidade de seus textos. As leituras possíveis estariam condicionadas aos temas, ao estilo e ao contexto histórico-cultural em que escreveu.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Devido à falta de informação, é impossível elencar curiosidades ou aspetos menos conhecidos sobre M. de Monte Maggiore. A própria natureza da sua figura, possivelmente semi-obscura na história literária, é um aspeto que requer mais investigação.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há informações disponíveis sobre a morte de M. de Monte Maggiore ou sobre publicações póstumas de sua obra. A sua memória literária, se não foi resgatada por estudos específicos, permanece em um estado de obscuridade.