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Manuel Augusto de Amaral

Manuel Augusto de Amaral

1862–1942 · viveu 80 anos PT PT

n. 1862-01-01, Água de Pau/São Miguel/Açores · m. 1942-01-01, Ponta Delgada

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Biografia
Poeta açoriano. Frequentou algum tempo o Seminário Diocesano de Angra do Heroísmo (Terceira), mas interrompeu os estudos por falta de vocação para a vida eclesiástica, dedicando-se depois ao ensino das primeiras letras em Ponta Delgada, a partir de 1889, num colégio que veio a adquirir (a Escola Minerva) e onde trabalhou até ao limite de idade. A geração açoriana a que pertence, surgida pelos anos 80, compreende poetas como José Botelho Riley, Garcia Monteiro, José de Lacerda, Filomena Serpa, Manuel António Lino, Alice Moderno, etc., que não tiveram um projecto literário propriamente geracional, seguindo na esteira da geração de 70, cuja lira (parnasiana, de preferência) tangeram, uns tal qual a afinaram os mestres, outros numa clave neo-romântica, outros ainda soltando acordes decadentistas ao gosto do fim-do-século e aproximando-se, assim, da geração simbolista, só um pouco mais nova. Estes poetas coincidem na mesma faixa etária da geração portuguesa a que pertencem Joaquim de Araújo, António Feijó, Luís de Magalhães, Luís Osório, Manuel da Silva Gaio, Queirós Ribeiro, António Fogaça, João Saraiva, Alfredo da Cunha, etc., que, no continente, teve, mais ou menos, as mesmas características. Manuel Augusto de Amaral, por sua vez, deriva a sua poesia do lirismo sentimental de João de Deus – com, a espaços, alguma reflexão filosófica à Antero – e cai, de vez em quando, na eloquência alexandrina de Junqueiro; mas é do povo, «o mais antigo / e verdadeiro / Poeta da Humanidade», que se confessa discípulo e de quem segue o rasto lírico em vários volumes de cantigas, onde há «versos que o povo bem podia cantar como seus», no dizer de Pascoaes.

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