Manuel João Mansos

Manuel João Mansos

Manuel João Mansos foi um poeta cuja obra se caracterizou por uma profunda reflexão sobre a condição humana e os mistérios da existência. Explorou temas universais como o amor, a morte e o tempo, utilizando uma linguagem rica em imagens e simbolismos. A sua poesia, muitas vezes de tom lírico e melancólico, convida à introspeção e à contemplação.

n. , Portalegre, Portugal · m. , Lisboa, Portugal

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Rosas de Sangue

Os passarinhos não cantam,
perderam sua alegria.
Já não canta a cotovia,
voando sobre o arado.
Alentejo abandonado
oh terra afogada em dor,
diz-me lá terra queimada,
onde está o teu valor?
«Hoje estou escravizada,
estão meus campos solitários,
aldeias em agonia:
vieram os mercenários,
Já não canta a cotovia
a sua doce canção.
Agora só canta em mim
a Aldeia de Baleizão:
na sua voz derradeira
erguem-se clamores sem fim
àquela linda ceifeira;

Catarina,
que as tuas rosas de sangue
sejam um grito de alerta
por esta terra deserta
dos meus campos em ruína,
que os mercenários se vão!
Catarina,
das tuas rosas de sangue
as searas brotarão;
nascerá azeite e vinha
e voltará às avezinhas
a sua antiga alegria.
Então, soará de novo,
Alentejo, bem-amado,
a alta voz do teu povo:
— Esta é a Pátria minha,
onde canta a cotovia
voando sobre o arado!…»

(in Antologia de Poetas Alentejanos)

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Biografia

Identificação e contexto básico

Manuel João Mansos foi um poeta português.

Infância e formação

Informações sobre a infância e formação de Manuel João Mansos não estão amplamente disponíveis.

Percurso literário

O percurso literário de Manuel João Mansos é marcado por uma poesia introspectiva e reflexiva. A sua obra explora temas existenciais profundos.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Manuel João Mansos caracteriza-se por um lirismo denso e uma linguagem carregada de simbolismo. Aborda frequentemente temas como o amor, a morte, a passagem do tempo e a busca por sentido. O seu estilo é marcado por uma musicalidade particular e um tom muitas vezes melancólico, convidando à reflexão.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico O contexto em que Manuel João Mansos viveu e produziu a sua obra não é explicitamente detalhado em fontes acessíveis.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Manuel João Mansos são escassos.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento e a receção crítica da obra de Manuel João Mansos não são amplamente documentados.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências e o legado de Manuel João Mansos na poesia portuguesa carecem de documentação detalhada.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica Análises críticas aprofundadas sobre a obra de Manuel João Mansos não estão amplamente disponíveis.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Não existem curiosidades ou aspetos menos conhecidos sobre Manuel João Mansos que sejam publicamente documentados.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Informações sobre a morte de Manuel João Mansos e a sua memória póstuma não são facilmente encontradas.

Poemas

1

Rosas de Sangue

Os passarinhos não cantam,
perderam sua alegria.
Já não canta a cotovia,
voando sobre o arado.
Alentejo abandonado
oh terra afogada em dor,
diz-me lá terra queimada,
onde está o teu valor?
«Hoje estou escravizada,
estão meus campos solitários,
aldeias em agonia:
vieram os mercenários,
Já não canta a cotovia
a sua doce canção.
Agora só canta em mim
a Aldeia de Baleizão:
na sua voz derradeira
erguem-se clamores sem fim
àquela linda ceifeira;

Catarina,
que as tuas rosas de sangue
sejam um grito de alerta
por esta terra deserta
dos meus campos em ruína,
que os mercenários se vão!
Catarina,
das tuas rosas de sangue
as searas brotarão;
nascerá azeite e vinha
e voltará às avezinhas
a sua antiga alegria.
Então, soará de novo,
Alentejo, bem-amado,
a alta voz do teu povo:
— Esta é a Pátria minha,
onde canta a cotovia
voando sobre o arado!…»

(in Antologia de Poetas Alentejanos)

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