Marcos Algarve
1875–1960
· viveu 85 anos
PT
n. 1875, Olhão · m. 1960, Algueirão, Sintra
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Biografia
Ficcionista e poeta.De seu nome civil Francisco Marques da Luz, frequentou entre os seis e os nove anos a escola primária, suas únicas habilitações oficiais, pois começou muito cedo a trabalhar no comércio, seguindo, ainda jovem, para Cabinda, Angola, onde se manteve durante alguns anos ao serviço de uma empresa inglesa. De regresso a Portugal, fixou-se em Portimão, onde viveu até 1958. Trazia consigo os ideais republicanos, de que foi principal propagandista em todo o Algarve. Proclamada a República, foi presidente da Câmara Municipal de Portimão e, depois, administrador daquele Concelho.Iniciou a sua actividade literária quando ainda vivia em África, como colaborador do Almanaque de Lembranças, colaboração que manteve durante trinta e três anos. Colaborou nos jornais republicanos de Lisboa O Mundo e A Vanguarda e no semanário de Faro Correio do Sul. Foi também o editor literário do Almanaque do Algarve Ilustrado para 1903 e 1904 (1902,1903).Em 1924, criou um escândalo, com a publicação de um livro, Amor à Francesa: Contos do Natural, cujos personagens, figuras proeminentes da vida algarvia, eram facilmente identificáveis. Na polémica que se seguiu, destacou-se um dos principais visados, o Dr. Francisco Fernandes Lopes. Na mesma linha, o autor reincidiu, em 1926, com Mistérios da Praia da Rocha, obra que já não causou o escândalo e a polémica do anterior. A estes livros de ficção, seguiu-se uma acesa polémica jornalística com o realizador de cinema Armando de Miranda, que acabaria por merecer, da parte deste cineasta, também algarvio, um pequeno livro intitulado Desmascarado!: Autópsia a um... escritor (1927).
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