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Maria da Conceição Nobre

Maria da Conceição Nobre

n. 1914 PT PT

n. 1914, Cardosas/Arruda dos Vinhos

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Biografia
Poetisa, ficcionista e autora de obras espíritas, estas últimas assinadas Maria da Conceição Nobre (Basílio Príncipe Moreira).Fez os seus estudos em Portugal, após o que foi para Angola, onde foi professora do ensino secundário em Luanda e no Lobito. Naquela antiga colónia, onde viveu até 1973, desenvolveu grande actividade cultural e literária, nomeadamente através do Núcleo de Estudos Anglo-Brasileiros, de que foi presidente por indicação do então Reitor da Universidade da Baía (Brasil).As suas relações com os meios culturais brasileiros podem aferir-se pelas actividades daquele núcleo em Angola, nomeadamente com a organização, no Lobito, da Exposição de Poesia Brasileira, com 280 poetas representados (1966), mas também pelo facto de M. Conceição Nobre ser membro activo das seguintes organizações culturais daquele País: Academia de Letras Fronteira do Sueste, Academia de Letras Humberto de Campos, Associação Uruguaianense de Escritores e Editores, Clube de Poesia Uruguaiana, Academia Internacional de Letras Três Fronteiras, Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul, Academia Literária Feminina de Porto Alegre, Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul, Academia Internacional de Ciências Humanísticas e Clube de Poesia de Curitiba.A sua actividade literária em Angola, para além da poesia que ia publicando em jornais e revistas da então colónia, ficou marcada com a publicação da primeira grande antologia de poesia angolana contemporânea – Antologia de Poesias Angolanas (1956) –, onde são pela primeira vez reunidos num volume de cerca de 350 páginas seis dezenas de poetas naturais de Angola ou ali radicados, muitos dos quais haveriam de afirmar-se como nomes cimeiros da literatura daquele país. Na década de sessenta, criou com alguns amigos, no Lobito (Angola), o Grupo Fraterno Dr. Fernando Touré, passando a dedicar-se ao espiritismo. Dessas actividades tratam os livros que veio a editar depois da criação na década de setenta, em Barcelos e em Braga, da Associação Fraterna Dr. Fernando Touré (AFFETO), associação que, com alguns dos antigos companheiros de Angola, ali dirige. Do mesmo modo inspiraria a criação de outros Centros Espíritas em Portugal.Após o regresso a Portugal, passou a assinar os seus livros com o nome civil completo, mas colocando entre parêntesis os apelidos que até aí não usava. Ainda em Angola, assinara algumas obras de ficção com o pseudónimo Orly Bouquevillard, acrescentando o seu nome como o da «tradutora». Usou também o pseudónimo Margarida de Argil.

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