A NAU DO BARDO ESTÉRIL
Forcejo e reforcejo
Com recalcitrante veemência
O parto de um mero poema:
A minha verve, ao contrário,
Quer se manter inerte,
Em coma, inacessível á pena
Deste poeta-náufrago!
Penso em solfejar
Hinos que esquartejem
A opressão, a amorosa decepção e o flagelo:
Mas, pelo oceano da mente, me navega a nau do deserto.
O pensamento meu --- afinal de contas ---
Hoje não deseja degustar o sol da poesia:
Anseia, a bem da verdade, ser o mor cemitério das ventanias!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
rompendo com a realidade
para romper com a realidade primeiro a tesoura um papel desenhado a borda e alguma lembrança vaga na piscina do clube eu nadava rosto na…
Kátia Surreal
CAPS LOCK
APERTEI O BOTÃO A LUZ VERMELHA CONTÍNUA OLHE BEM PARA O QUE DIGO POR FAVOR FIQUE AQUI COMIGO ESTOU NO CAPS LOUCA É A MINHA PRIMEIRA VE…
Kátia Surreal
Yesterday during our meeting
Yesterday during our meeting I was freeing my soul from the chains of the night I was teaching its eyelashes How to look at you
Look a…
Aldo gabbay kraas
"Olá Outono"
Ás vezes quase me lembro,
dos melhores poemas que escrevi.
Sou árvore do Outono da vida,
donde já caíram tantas folhas pró chão,…
Tsunamidesaudade63