Retrospecto Porvir
Se ontem me vi na esquina,
Como criança jocosa que fui,
Hoje me vejo no ontem mais próximo
– Jovem a matar a juventude.
Assim há também de ser o amanhã,
Quando vier a me ver no banco de hoje:
Humano incerto a pintar páginas
De versos brancos e angustiados.
E o que então sentirei, por pensar,
De alívio ou de eventual saudade,
É uma verdade que não me compete
– Pertence tão somente ao futuro.
Serei, contudo, um sempre vital projeto
A atravessar poentes, matinas,
Calçadas, praças, e avenidas;
Caminhos distintos que convergem.
Como criança jocosa que fui,
Hoje me vejo no ontem mais próximo
– Jovem a matar a juventude.
Assim há também de ser o amanhã,
Quando vier a me ver no banco de hoje:
Humano incerto a pintar páginas
De versos brancos e angustiados.
E o que então sentirei, por pensar,
De alívio ou de eventual saudade,
É uma verdade que não me compete
– Pertence tão somente ao futuro.
Serei, contudo, um sempre vital projeto
A atravessar poentes, matinas,
Calçadas, praças, e avenidas;
Caminhos distintos que convergem.
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