Ciclos de solidão

Ciclos de solidão amontoam-se entre
As frinchas do tempo mais calculista
Cercam cada hora que fenece efusiva
Paz à sua alma que jaz ali tão passiva
Ciclos de solidão amamentam palavras
Escritas com memórias sempre obsessivas
Achincalham todos os silêncios mais excessivos
Onde simétricos afagos calcetam amores impulsivos
Ciclos de solidão embaralham-se num lamento
Sempre conclusivo, absolutamente decisivo
Alimentam os dígitos do tempo vadiando difusivo
Preenchem a alegoria da vida num gesto sempre dissuasivo
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*