O TEMPO E O COPO

Há momento de rudez assim emborcado
Um copo liquidado sobre o mármore frio
Liso corpo transparente e sem vértice e cabo
Que nós mesmos o deixamos quieto e vazio

Nem jarro nem taça nem cálice ou xícara
Apenas comum instrumento sem alça
Que as mãos o levam raso ou cheio à cara
E mata a intensa sede da língua e da boca

Depois do bebido e não mais necessário
Aguardará pela própria água ser limpo lavado
Enxuto para outra vez pelos lábios ser usado  

Se descuidado cai e parte-se em pedaços
Feito o tempo sem proveito desperdiçado
E jamais alguém poderá unir-lhe os cacos


- www.psrosseto.com.br -
591 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.