O Espelho
Meus dedos tamborilavam
Os alvos ombros dela,
Enquanto meus olhos fitavam
O doiro de sua cabeça.
E a limpidez daqueles cabelos,
Ora tocando meus dedos,
Era como um espelho
Para a minha cobardia.
A angústia, esta boa peralta,
Espetava-me o peito
E incentivava-me, boba,
A abraçar, só abraçar...
De repente, cessou-se a hora.
Os dedos saíram dos ombros...
Os olhos ficaram no espelho...
Abraço não houve.
...Mas trago nos braços
O tato desse abraço.
Os alvos ombros dela,
Enquanto meus olhos fitavam
O doiro de sua cabeça.
E a limpidez daqueles cabelos,
Ora tocando meus dedos,
Era como um espelho
Para a minha cobardia.
A angústia, esta boa peralta,
Espetava-me o peito
E incentivava-me, boba,
A abraçar, só abraçar...
De repente, cessou-se a hora.
Os dedos saíram dos ombros...
Os olhos ficaram no espelho...
Abraço não houve.
...Mas trago nos braços
O tato desse abraço.
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