Canto I
Toda a hora vem com algo a menos, embora pense que me livrara do peso morto, muito antes de ter lido a bíblia, ainda jurava que a costela podia dar maçã, se enterrada em areia sob lua cheia. Preguei as vestes que rasgaram na encruzilhada do caminho e voltei pelo mesmo instante do qual fugia. Rica novidade! As aves escrevem o céu com suas asas e o destino dos homens, mas as cabeças longas de pescoços baixos pouco ou nada veem porque os olhos lhes pesam então caminham sempre pra frente, é impossível a eles obscurecer o sol. Jamais margeiam as calçadas como ratos magros e nem entendem as varandas como as suas extensões, a extensão da preguiça de ver a noite.
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