ISOLAMENTO

É outono e o trópico ignóbil
Vira-se fútil e sem tempo
Reprimido em quarentena
Os dilemas da ultima estação

Talvez nem haja primavera
Caso o inverno venha perverso
E acirre o espirro do medo
Intensifique a eloquência da tosse
E em brasa a febre da sorte
Encerre o brilho dos olhos

Somente o amor perambulará pelas ruas
Em vigília aos pasmos amantes
Dentro de casa


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