E A CRISE NO PAÍS DAS MARAVILHAS CONTINUA
E quem diria
que outra poesia
era a verdade que se mostrou,
se enganou...
...Chapeuzinho Vermelho, depois de assaltada
virou trombadinha, morando na calçada
e a polícia, não querendo saber
prendeu a Chapeuzinho pra dinheiro receber
E com essa onda de espiritismo
pra você ver
o caçador que havia morrido
apareceu na TV
A vovó que estava no asilo
teve que morar na rua
com essa falta de verbas
a entidade estava dura
E como a moda passa
o casaco de lobo, antes uma sensação,
acabou ficando velho
e virou pano de chão
Esse seria o triste fim
se não fosse a eleição
um candidato melhor que outro
propôs uma condição:
"se eu for eleito,
o mundo será perfeito"
E, então, como eu dizia
esse candidato bom
empregou a Chapeuzinho
numa fábrica de bombom
Pro pessoal da TV
que estava assustado
mandou rezar missa
pro caçador seguir seu lado
Pra vovó que ficou na rua
foi feita uma proposta
"te dou uma dentadura
se eu ganhar essa aposta"
E o casaco-pano de chão
foi reciclado, que emoção!
e pra ganhar votos de um alpinista
mostrou-se ser ecologista
E pra você que está lendo
o melhor estou fazendo
te dou uma fazenda e uma moto
se me der um mísero voto
ANO: 1994
que outra poesia
era a verdade que se mostrou,
se enganou...
...Chapeuzinho Vermelho, depois de assaltada
virou trombadinha, morando na calçada
e a polícia, não querendo saber
prendeu a Chapeuzinho pra dinheiro receber
E com essa onda de espiritismo
pra você ver
o caçador que havia morrido
apareceu na TV
A vovó que estava no asilo
teve que morar na rua
com essa falta de verbas
a entidade estava dura
E como a moda passa
o casaco de lobo, antes uma sensação,
acabou ficando velho
e virou pano de chão
Esse seria o triste fim
se não fosse a eleição
um candidato melhor que outro
propôs uma condição:
"se eu for eleito,
o mundo será perfeito"
E, então, como eu dizia
esse candidato bom
empregou a Chapeuzinho
numa fábrica de bombom
Pro pessoal da TV
que estava assustado
mandou rezar missa
pro caçador seguir seu lado
Pra vovó que ficou na rua
foi feita uma proposta
"te dou uma dentadura
se eu ganhar essa aposta"
E o casaco-pano de chão
foi reciclado, que emoção!
e pra ganhar votos de um alpinista
mostrou-se ser ecologista
E pra você que está lendo
o melhor estou fazendo
te dou uma fazenda e uma moto
se me der um mísero voto
ANO: 1994
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*