Fragmento existencial
Há tempos sinto meu desprezo pelo o exagero,
o inconexo está em desintegração em meu olhar,
o rio está passando embaixo dos pés de quem o despreza,
o êxtase se encontra escondido numa face estendida,
o abrasamento desse nada atravessa o rio performado por lacunas,
Chico e Antônia comem e salivam as frutas do mês de estiagem,
Chico morde a manga,
Antônia a cospe,
os dois abominam e sentem sede pela a fruta seca,
a vontade de depreciar-se com o nada é tanta,
que sua existência é essencialmente a insignificância,
o vazio compõe as palavras que escorrem nos ralos,
o esgoto compreende o chorume, os ratos, as pestes e os poetas,
a martirização ao provar o nada,
o sacrifício sob o que assola a alma,
resguardando a concórdia,
engolindo o delírio das palavras,
que é privilégio do poeta.
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2020-03-28
A poetisa tem livros publicados?
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*