RESILIÊNCIA
Tanto vaguei pela beira do cais
Que em minha veia corre agua salgada
A carne tornara-se restinga e areia
E os músculos raízes no lodaçal do mangue
O coração petrificara com a mente
Os poros vertem limbo e maresia
E os olhos já nem se importam mais
Se ainda é noite ou outro dia
Da garganta surge o urro das ondas
E a língua lambe as pedras de apoite
Entretanto não me faltam silêncio e ar
Sim, o puro oxigênio que dança minha espuma
Adaptou-me a ser teu rumo e horizonte
O mar por onde teu barco navega e se apruma
PSRosseto - www.psrosseto.com.br -
Que em minha veia corre agua salgada
A carne tornara-se restinga e areia
E os músculos raízes no lodaçal do mangue
O coração petrificara com a mente
Os poros vertem limbo e maresia
E os olhos já nem se importam mais
Se ainda é noite ou outro dia
Da garganta surge o urro das ondas
E a língua lambe as pedras de apoite
Entretanto não me faltam silêncio e ar
Sim, o puro oxigênio que dança minha espuma
Adaptou-me a ser teu rumo e horizonte
O mar por onde teu barco navega e se apruma
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