Tolos, tolos, humanos tolos
de mente esguia e sonhos altos
de pernas longas e passos curtos
de luto da vida que vivem

Tolos, tolos, humanos rígidos
sem muito tempero
pouca sede, desespero
palavras que ecoam no vento

Tolos, tolos, humanos embriagados
bêbados com todo seu preconceito
suas légrimas, seu pudor
fracos, egoístas, cheios de rancor

São homens que constroem
o mundo tecnológico
a selva artificial
bomba de desilução


ANO: 1998
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