NO LÁBIO DA BOCA QUE LHE BEIJA

Apesar de ter saboreado muita coisa elementar
Propalo unicamente o mínimo que me sustente
Por isso tão ínfima a descrição de mim

Sou aquela que nada apreende e pouco ensina
Que ensimesma banalidades e fúteis posições
Que torce e se prende por onde o vento determina
Que usa do pensamento a consorte mais leve

Sou a mesma medida que o tempo me deve
Porem muito aquém das boas chances que tive
Sou por fim essa complexa completa ociosidade
Ocupando os espaços que a vida me mede

Porquanto a aparência que você me inveja
Veja-me como infundada abrupta e banal
Sou a úmida língua no lábio da boca que lhe beija


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