Desassombro



A manhã desassombrada flutua abordo
De tantas brisas arrogantes e deslumbradas
Ajeita ardilosa o semblante de cada caricia redobrada

Essas vagabundas horas parem agora um inestético
Silêncio vadiando qual eco absurdamente patético
Confinando o tempo a um tântrico sonho tão poético

Frederico de Castro
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