Tu eras o nó, tu és o nó
Tu eras meu singelo e tênue desejo,
Tu eras o inquieto descer das nuvens,
Tu eras a sombra que me tremia o peito,
Tu eras o sujeito colorido que não me negaria a água, o vinho e o pão.
Eras também a intriga das minhas madrugadas,
Eras também o verde que me corrompia o ego,
Eras também os planos de pingar d’água nos meus lábios,
Eras também a encosta da minha imensidão, a flame que ardia.
Sabes a breve rachadura?
Ah, se tu soubesses o teu prazer
Ah, se tu soubesses a luz do teu acender.
Nega-me tudo, exceto tu!
Nega-me tudo, exceto teu sentir!
Apenas não me negue o teu doce pranto.
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