O rio no meu quintal
Alguns dias atrás fui até o meu quintal,
dei passos que conduziam meu olhar ao céu,
naquele claro azul eu vi o rio, aquela água do alto
nunca havia passado por aqui antes,
o rio estava reimoso, revolto
e fazia travessia com barcos de algodão.
O rio passava pelo céu sem muita cerimônia,
não tinha hora marcada, nem fazia questão de plateia
quando doloroso fazia-se e voltava a chorar,
as lagrimas eram vagarosas e eu era sua única plateia.
A água do céu tinha um percurso que convergia no meu peito,
meu coração sentia-se morada azul de algodões passageiros,
que no percurso do rio, ia lento
e recorria toda a minha extensão.
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