Beleza outonal
As folhas caem dos braços da mãe
E despedem-se da beleza outonal
Despencam-se elegantemente
Num vôo simulado de alegria
Numa despedida delicada
Arrastadas pela simples beleza
Seduzidas na inocente leveza
Ao doce balanço da gravidade
Ao suspiro frio da nova estação
E voltam submissas ao mesmo chão
Ao mesmo útero que as fez nascer
A mesma matriz que as fez crescer
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