Tarde triste

O silêncio deambulando além quase conflituoso
Filtra as últimas e derradeiras luminescências indomáveis
O Deus que habita em minh’alma alimenta esta fé quase
Esfaimada e adorna todos os sentimentos mais mitigáveis
Na tarde triste que por fim escorrega trepidante e graciosa
Sucumbe uma hora poética, inspiradora e auspiciosa
Preenche todos os exíguos silêncios quase incrédulos
Autentica e fecunda toda e qualquer caricia tão contagiosa
Frederico de Castro
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