Poema Para As Cores
Sei que de nada se pode conhecer a cor essencial,
Pois o que chega aos olhos é sempre um reflexo impreciso.
Por isso, quando me perguntam
Qual é a minha cor preferida,
Gosto não de responder vermelho, verde, roxo, amarelo, ou azul,
Que são todas convenções inexatas,
Mas sim de responder com o que aufiro de belo
Dessa inexatidão: sensações.
Essas sim, muito mais verdadeiras e inteligíveis,
Profundamente entranhadas em sangue e vida,
Às quais o errante olhar não é senão intermédio.
Assim, digo que a minha cor preferida
É a cor que tem o riso frouxo de minha mãe,
Mas que também tenho sentimentos muitos
Pelas cores da memória, das chuvas, das canções,
Das poesias, ou mesmo pelas cores dos descansos,
(Gosto até das cores que têm a melancolia, a tristeza e a saudade),
Que são todas sensações.
Prefiro-as, pois as conheço enquanto essências,
E é com elas que gosto de colorir
As minhas nulas telas quotidianas.
Pois o que chega aos olhos é sempre um reflexo impreciso.
Por isso, quando me perguntam
Qual é a minha cor preferida,
Gosto não de responder vermelho, verde, roxo, amarelo, ou azul,
Que são todas convenções inexatas,
Mas sim de responder com o que aufiro de belo
Dessa inexatidão: sensações.
Essas sim, muito mais verdadeiras e inteligíveis,
Profundamente entranhadas em sangue e vida,
Às quais o errante olhar não é senão intermédio.
Assim, digo que a minha cor preferida
É a cor que tem o riso frouxo de minha mãe,
Mas que também tenho sentimentos muitos
Pelas cores da memória, das chuvas, das canções,
Das poesias, ou mesmo pelas cores dos descansos,
(Gosto até das cores que têm a melancolia, a tristeza e a saudade),
Que são todas sensações.
Prefiro-as, pois as conheço enquanto essências,
E é com elas que gosto de colorir
As minhas nulas telas quotidianas.
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