O Álbum de Fotos
Aquela cama seria vendida. E nos conhecemos no mercado;
Não de fato no mercado, mas éramos conhecidos das redes sociais. E nos conhecemos no mercado. Tínhamos bebido e a “nossa história” foi mais do que breve. Perdi a aposta. Fui o primeiro a ir ao banheiro. Foram 2 semanas de sexo alcoólico. E logo na primeira noite, puxei meu álbum de fotos debaixo daquela cama.
No fundo, eu queria fingir que ela se importaria, de fato eu tentei acreditar que assim faria.
Porque você está me mostrando isso? Perguntou ela, e eu não lembro se fiquei sem graça, mas não, ela não era fria, só não tinha interesse. Noites depois ela me convidou para uma festa e me alertou para que eu não achasse estranho se outros chegassem nela. Eu disse que não ligava. E então senti o ar gelado quando a porta da geladeira se abriu. Estávamos naquele mesmo mercado. Escolhi minhas cervejas. Escolhi as últimas porque sempre as da primeira linha estão quentes. E o ato em si demorou alguns segundos, talvez minutos. Ela mexia no celular e eu pensava sobre minha resposta enquanto selecionava as latas. De fato eu não ligava, de fato sabia que não iria para a tal festa. Mas por algum motivo eu tentei criar algum interesse, e ela nem se importou em fingir. O álcool ainda te levará a lugares, pensei.
Formamos uma boa dupla naquelas duas semanas. Mas nunca saberemos o que tínhamos em mente naquelas noites; várias rotas de fuga, fugimos enquanto podíamos.
Fugimos enquanto queríamos.
De "Saideira".
Não de fato no mercado, mas éramos conhecidos das redes sociais. E nos conhecemos no mercado. Tínhamos bebido e a “nossa história” foi mais do que breve. Perdi a aposta. Fui o primeiro a ir ao banheiro. Foram 2 semanas de sexo alcoólico. E logo na primeira noite, puxei meu álbum de fotos debaixo daquela cama.
No fundo, eu queria fingir que ela se importaria, de fato eu tentei acreditar que assim faria.
Porque você está me mostrando isso? Perguntou ela, e eu não lembro se fiquei sem graça, mas não, ela não era fria, só não tinha interesse. Noites depois ela me convidou para uma festa e me alertou para que eu não achasse estranho se outros chegassem nela. Eu disse que não ligava. E então senti o ar gelado quando a porta da geladeira se abriu. Estávamos naquele mesmo mercado. Escolhi minhas cervejas. Escolhi as últimas porque sempre as da primeira linha estão quentes. E o ato em si demorou alguns segundos, talvez minutos. Ela mexia no celular e eu pensava sobre minha resposta enquanto selecionava as latas. De fato eu não ligava, de fato sabia que não iria para a tal festa. Mas por algum motivo eu tentei criar algum interesse, e ela nem se importou em fingir. O álcool ainda te levará a lugares, pensei.
Formamos uma boa dupla naquelas duas semanas. Mas nunca saberemos o que tínhamos em mente naquelas noites; várias rotas de fuga, fugimos enquanto podíamos.
Fugimos enquanto queríamos.
De "Saideira".
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski