ACARAÚ - RIO DAS GARÇAS - POEMA
ACARAÚ - RIO DAS GARÇAS
Ó majestoso rio!
De suas águas passageiras,
Penteando às margens do meu Ceará.
Tu lavas as impurezas e roupas,
Na labuta! A Lavandeira e pescador.
Ó Acaraú belo!
Deslumbrante como o Eufrates,
E o tenebroso Nilo...
Nas alegrias dos banhistas,
Num mergulho à sombra em filo.
Batizado pela Matriz da Conceição,
Em deleite! Os canoístas.
Ó Acaraú belo!
Em trajetória de vai e vem,
Das sazonais águas turvas,
Decorrente da encosta serrana,
E Iracema de Alencar em suas curvas.
Nos voos dos mergulhões e jaçanãs.
O Benemérito Acaraú!
Que mata a sede do sertanejo,
Embeleza à cidade e zona ribeirinha
Nas entranhas do lugarejo.
Ó virtuoso rio!
Das sagradas três nascentes,
Na singela Monsenhor Tabosa,
Num olho d’água ressurgente.
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José Wilamy - escritor, poeta, cordelista e historiador.
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