Medo Medo
Medo, Medo
Me excita o medo
Me acorda cedo
O medo de morrer é aquele que te revive
O temor de não viver é o próprio por que vive
Eu não posso morrer
Não hoje
Não antes de escrever
Não hoje
Um dia irei estar
Morto, sozinho
Estarei eu, a definhar
Tão morto, tão sozinho
Minha lírica, não é amedrontadora
É infame, torturadora
Pior do que ser torturado
É ser assassino e assassinado
Minha poesia, não é triste
É solitária
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