Aos amigos Amigos
Aos amigos Amigos
Lembro-me dos amigos, dos que ainda me chamam pelo nome de juventude
Devagar, amo a cada eternidade que se abre em cortinas de tempo
Os amigos enlouquecem perante a solidão, e quietos se assentam na sala, diante da televisão
Os números vão contando os que partem e os que ficam, fecham os olhos
Eu os chamo e eles voltam imediatamente. Sentemos diante do fogo
Não temam que as suas almas queimem instantaneamente,
Não precisamos criar lugar de silêncio e tristezas, os assuntos profundos nos carregam para baixo
Com uma rosa no peito nos identificamos
Viva e cheire oxigênio, os pulmões são uma caixa de ressonância, cantem mais alto e libertem as gargantas
De que matéria é feita os teus medos? As mãos direitas se reconhecem como um manual secreto de amor
A rosa cresce para dentro dos olhos e vejo os espelhos das retinas ganharem mais brilhos
Só haveremos de partir quando nossas amizades se extinguirem
Quando novas flores chegarem
Ou o sol se fixar no meio do céu e cada espelho se quebrar
E as constelações se refletirem nos pedaços dos cacos
Charles Burck
Lembro-me dos amigos, dos que ainda me chamam pelo nome de juventude
Devagar, amo a cada eternidade que se abre em cortinas de tempo
Os amigos enlouquecem perante a solidão, e quietos se assentam na sala, diante da televisão
Os números vão contando os que partem e os que ficam, fecham os olhos
Eu os chamo e eles voltam imediatamente. Sentemos diante do fogo
Não temam que as suas almas queimem instantaneamente,
Não precisamos criar lugar de silêncio e tristezas, os assuntos profundos nos carregam para baixo
Com uma rosa no peito nos identificamos
Viva e cheire oxigênio, os pulmões são uma caixa de ressonância, cantem mais alto e libertem as gargantas
De que matéria é feita os teus medos? As mãos direitas se reconhecem como um manual secreto de amor
A rosa cresce para dentro dos olhos e vejo os espelhos das retinas ganharem mais brilhos
Só haveremos de partir quando nossas amizades se extinguirem
Quando novas flores chegarem
Ou o sol se fixar no meio do céu e cada espelho se quebrar
E as constelações se refletirem nos pedaços dos cacos
Charles Burck
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