Árvore de outono
Como é difícil pra árvore
olhar pros seus galhos,
ver que parou de crescer,
não ter mais a força
para aprofundar suas raizes
neste terreno, agora tão duro.
Perceber que junto com o outono,
que chega sorrateiro,
parte das folhas que caem,
desnudam sua condição
mais impropria...
Sentir que a brisa mais sútil
contribui para o fim
da pujança de outrora.
E ao olhar triste cabisbaixa,
ver que sua melhor roupa
agora veste o chão aos seus pés.
Petropolis 06/05/2020.
olhar pros seus galhos,
ver que parou de crescer,
não ter mais a força
para aprofundar suas raizes
neste terreno, agora tão duro.
Perceber que junto com o outono,
que chega sorrateiro,
parte das folhas que caem,
desnudam sua condição
mais impropria...
Sentir que a brisa mais sútil
contribui para o fim
da pujança de outrora.
E ao olhar triste cabisbaixa,
ver que sua melhor roupa
agora veste o chão aos seus pés.
Petropolis 06/05/2020.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Rotinas
gostar de rotinas faz-me gostar muito mais dos dias que não sabem a ontem
Isabel Pires
Mimos
às vezes o amor
aproveita-se das ausências
veste-se de filamentos de nós
e invade os dias que nascem iguais
para os tornar e…
Isabel Pires
Carmesim
há um encanto especial nos dias curtos do verão tardio.
o sol, em promessa de brevidade, beija-nos a pele com vontade de ficar.
…
Isabel Pires
A meias
raia a manhã na consciência tempo entardecido insistência rastros do homem em sua ausência a que foge de si a que lhe intenta construir-s…
AurelioAquino