QUANDO SE DEIXA LEVAR

Todo o teu amor é absurdo
Todo o teu amor é mundo
Tudo a fundo em ti me inundo
Está em mim teu mar profundo. 
 
Toda minha vontade ao avesso
Lembro de ti, de mim esqueço
Em toda ilusão da qual padeço
Suportando ais que não mereço. 
 
Estou me afogando sem razão
Males sem cura sem solução
Vai-se um dia, horas de imersão
Sem oxigênio morro de paixão. 
 
Todo teu amor é sorte ou morte
Sangrando-me com um corte
Todo ele é como bebida forte 
Embriaga e desorienta o norte.

 
Por teus loucos atos, tuas maldades
Tuas marcantes volatilidades
Se perdendo em suas vaidades
Sugando-me vivo suspiro piedades. 
 
 
 
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